Resenhas Prontas - o poema concreto
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6.11.09
Compacto da apresentação no X Seminário Internacional de Comunicação
Um resumo do estudo que apresentei no X seminário internacional da comunicação da PUCRS em novembro de 2009. A apresentação original tomou cerca de trinta minutos, sendo vinte para a comunicação e dez para debate. Aqui, um compacto formatado para o limite de dez minutos do Youtube.
O resumo em formato acadêmico do trabalho está abaixo:
Interpretações de tendências pós-modernas em créditos de abertura cinematográficos
Roberto Tietzmann - Doutorando - PUCRS
Os créditos de abertura de filme são um espaço onde há uma mescla de estratégias comunicacionais entre uma tradição gráfica (vinculada às artes visuais, à tipografia, à ilustração e ao design de superfície) e as especificidades do meio cinematográfico, capaz de dotar de movimento tudo o que representa. Neste contexto técnico-criativo, as sequências de crédito historicamente refletiram as tendências de comunicação gráfica e publicidade em um diálogo que respondia à temática do filme, às tendências de cada momento e as condições de produção. Neste texto buscamos fazer uma ligação entre as características da imagem em sua condição pós-moderna conforme identificada por Cauduro e Rahde (2005) em sua representação cinematográfica nos créditos das duas últimas décadas do século XX e da primeira do XXI.
23.10.09
Palestra em Pelotas, em novembro
14.10.09
7.10.09
07/10/2009 Ticiano Paludo é o paraninfo de PP da FAMECOS 2009-2

07/10/2009 Ticiano Paludo é o paraninfo de PP da FAMECOS 2009-2
Originally uploaded by rtietz.
E, na dobradinha, me convidaram para ser prof. homeageado! Muito obrigado, pessoal!
2.10.09
Imagens de um futuro e o Rio 2016
Quem quer falar mal de toda forma de produção de imagens em movimento não precisa se esforçar muito. Basta se lembrar de algo inerente a todas as tecnologias, da fotografia ao cinema e à televisão. Todas elas compartilham algo entre si que lhes é inescapável: somente são capazes de mostrar o passado e não o futuro.
Quando nos emocionamos com um filme, é fácil abstrair que, talvez, estejamos vendo um suspiro de um simulacro de vida na tela e nada além disto. Chaplin, Hitchcock, Eisenstein, Griffith, Truffaut e tantos outros estão mortos e a tela somente lhes empresta um pouco de presente às janelas que abriram, janelas que nos apresentam um passado cada vez mais distante.
A televisão fascina por trazer algo de diferente: o ao vivo, coisa que ao cinema é inviável. Mesmo assim, é possível fazer um escrutínio deste momento ao vivo: uma transmissão analógica chega dois segundos antes do streaming pela internet que chega outros dois segundos antes do cabo digital. Outra vez, em frações de tempo menores, o presente se dissolve em minúcias. E quem assistiu o streaming do comitê olímpico internacional ficou sabendo dois segundos antes que o Rio de Janeiro seria a cidade escolhida para sediar a nova olimpíada.
O Rio continua sendo o cartão de visita do Brasil para o mundo e permanece capaz de tirar o fôlego de visitantes com sua mescla de cidade e verde que sempre me lembra a foto posada de Dom Pedro II, ambicioso em sua intenção de somar um conceito de civilização à natureza abundante do país.

A fonte da imagem é da Veja Online.
Há dezenas de outros retratos de Dom Pedro II, mas neste em especial se destaca a decoração. Porque ele está rodeado por plantas? Não deveria estar vestido de uma maneira mais sofisticada, como nos quadros que dele foram pintados? Seria um apoio de uma botânica de Petrópolis?
Na verdade a escolha da decoração nos mostra uma intenção retórica de seu tempo. O imperador está vestido como um homem de classe de uma capital européia do final do século XIX. A natureza em seu entorno está organizada para não competir em atenção com ele, mas mostra uma curiosa irreverência à pose algo empertigada do governante. As plantas se mesclam entre si da mesma maneira que a bagunça organizada tão típica do Brasil coexiste até hoje com a ambição de nos espelharmos com a ordem e progresso que importamos como nação das metrópoles globais.
Ainda assim esta imagem nos diz aquilo que o Brasil nos diz: eu sou a ordem e eu sou o caos ao mesmo tempo, o respeito e a galhofa na mesma palavra, estou na caravela de Cabral e na praia de Porto Seguro no mesmo momento. Essa eterna ambiguidade brasileira continua sendo um elemento poderoso da identidade nacional.
Ligar os pontos distantes é algo que aparece repetidamente na cultura brasileira. Encontrar um diálogo entre ricos e pobres, entre as diversas etnias e regionalismos, entre - enfim - o carnaval e a violência.
Entre estes dois acontecimentos, um sempre presente e o segundo cada vez mais frequente, se equilibra também o Rio de Janeiro. Ao lado da beleza anda o assalto à mão armada e outros tipos de brutalidades. De uma forma perturbadora, ainda que reconhecível para o Brasil, podem andar lado a lado sem se anular entre si. Obviamente, ainda que ninguém deseje a violência - nem, imagino, quem a pratica - ela parece inescapável tantas e tantas vezes na experiência urbana do dia-a-dia.
Como sanar a violência? Não sei, mas há algo que surgiu neste dia de vitória da candidatura para a olimpíada de 2016 que apontou algo de muito positivo. Para entendermos isto é preciso olhar para a história.

A fonte desta imagem de Delft está aqui.
A pacata cidadezinha de Delft na Holanda pintada por Jan Vermeer. Célebre pela precisão de sua arte, Vermeer engana o espectador ao manipular perspectiva e composição para inserir elementos narrativos dentro de obras aparentemente realistas. Esta obra, pintada em torno de 1660, talvez seja sua maior demonstração de ilusionismo.
É fácil construirmos a idéia de que Vermeer colocou seu cavalete à beira do rio e pintou o que viu. Tal idéia é tão simples e direta quanto equivocada. A cidade havia passado por um gigantesco trauma havia poucos anos, quando um paiol havia explodido destruindo boa parte das residências. Outros pintores, como Poel, retrataram a situação de uma maneira mais fiel e, digamos, proto-fotojornalística.

Fonte da imagem.
Vermeer não mostrou a cidade como ela estava. Não mostrou o passado. Pintou uma idéia de um futuro. Uma janela não para o ontem, mas para um possível amanhã. Algo que fosse capaz de superar o trauma, suturar o corte e construir dias mais felizes para a cidade. Com o tempo, os esforços de reconstrução acabaram por aproximar o imaginário da realidade novamente, praticamente fazendo desaparecer a lembrança da tragédia.
De alguma maneira, este movimento passava pela imagem. Não partia dela, mas ela o potencializava. Assim como o vídeo apresentado na manhã desta sexta-feira durante a eleição em Copenhagen.
Dirigido por Fernando Meirelles (e editado pelo camarada Lucas Gonzaga) o vídeo mostra um Rio de Janeiro que está para a realidade mais ou menos como a pintura de Vermeer estava para a Delft de seus dias: é uma visão de um futuro otimista, ancorado naquilo que o brasileiro reconhece de melhor em si.
Estas imagens são também janelas para um passado. Em algum momento modelos e atores caminharam pelo Arpoador, pelo Cristo Redentor e por Copacabana rodando as cenas. Mas vendo este filme publicitário ressoa algo mais profundo: uma esperança de que estas imagens de alegria, cordialidade e tolerância ajudem a fomentar uma realidade mais generosa e com menos medo e violência para todos os envolvidos.
Se estas imagens vão continuar a ressoar e serem significativas ou se vão desaparecer no zumbido da abundância de informação de nossos dias é impossível dizer. Mas, não sei não, me dá a impressão que ainda serão muito vistas.
Quando nos emocionamos com um filme, é fácil abstrair que, talvez, estejamos vendo um suspiro de um simulacro de vida na tela e nada além disto. Chaplin, Hitchcock, Eisenstein, Griffith, Truffaut e tantos outros estão mortos e a tela somente lhes empresta um pouco de presente às janelas que abriram, janelas que nos apresentam um passado cada vez mais distante.
A televisão fascina por trazer algo de diferente: o ao vivo, coisa que ao cinema é inviável. Mesmo assim, é possível fazer um escrutínio deste momento ao vivo: uma transmissão analógica chega dois segundos antes do streaming pela internet que chega outros dois segundos antes do cabo digital. Outra vez, em frações de tempo menores, o presente se dissolve em minúcias. E quem assistiu o streaming do comitê olímpico internacional ficou sabendo dois segundos antes que o Rio de Janeiro seria a cidade escolhida para sediar a nova olimpíada.
O Rio continua sendo o cartão de visita do Brasil para o mundo e permanece capaz de tirar o fôlego de visitantes com sua mescla de cidade e verde que sempre me lembra a foto posada de Dom Pedro II, ambicioso em sua intenção de somar um conceito de civilização à natureza abundante do país.

A fonte da imagem é da Veja Online.
Há dezenas de outros retratos de Dom Pedro II, mas neste em especial se destaca a decoração. Porque ele está rodeado por plantas? Não deveria estar vestido de uma maneira mais sofisticada, como nos quadros que dele foram pintados? Seria um apoio de uma botânica de Petrópolis?
Na verdade a escolha da decoração nos mostra uma intenção retórica de seu tempo. O imperador está vestido como um homem de classe de uma capital européia do final do século XIX. A natureza em seu entorno está organizada para não competir em atenção com ele, mas mostra uma curiosa irreverência à pose algo empertigada do governante. As plantas se mesclam entre si da mesma maneira que a bagunça organizada tão típica do Brasil coexiste até hoje com a ambição de nos espelharmos com a ordem e progresso que importamos como nação das metrópoles globais.
Ainda assim esta imagem nos diz aquilo que o Brasil nos diz: eu sou a ordem e eu sou o caos ao mesmo tempo, o respeito e a galhofa na mesma palavra, estou na caravela de Cabral e na praia de Porto Seguro no mesmo momento. Essa eterna ambiguidade brasileira continua sendo um elemento poderoso da identidade nacional.
Ligar os pontos distantes é algo que aparece repetidamente na cultura brasileira. Encontrar um diálogo entre ricos e pobres, entre as diversas etnias e regionalismos, entre - enfim - o carnaval e a violência.
Entre estes dois acontecimentos, um sempre presente e o segundo cada vez mais frequente, se equilibra também o Rio de Janeiro. Ao lado da beleza anda o assalto à mão armada e outros tipos de brutalidades. De uma forma perturbadora, ainda que reconhecível para o Brasil, podem andar lado a lado sem se anular entre si. Obviamente, ainda que ninguém deseje a violência - nem, imagino, quem a pratica - ela parece inescapável tantas e tantas vezes na experiência urbana do dia-a-dia.
Como sanar a violência? Não sei, mas há algo que surgiu neste dia de vitória da candidatura para a olimpíada de 2016 que apontou algo de muito positivo. Para entendermos isto é preciso olhar para a história.

A fonte desta imagem de Delft está aqui.
A pacata cidadezinha de Delft na Holanda pintada por Jan Vermeer. Célebre pela precisão de sua arte, Vermeer engana o espectador ao manipular perspectiva e composição para inserir elementos narrativos dentro de obras aparentemente realistas. Esta obra, pintada em torno de 1660, talvez seja sua maior demonstração de ilusionismo.
É fácil construirmos a idéia de que Vermeer colocou seu cavalete à beira do rio e pintou o que viu. Tal idéia é tão simples e direta quanto equivocada. A cidade havia passado por um gigantesco trauma havia poucos anos, quando um paiol havia explodido destruindo boa parte das residências. Outros pintores, como Poel, retrataram a situação de uma maneira mais fiel e, digamos, proto-fotojornalística.

Fonte da imagem.
Vermeer não mostrou a cidade como ela estava. Não mostrou o passado. Pintou uma idéia de um futuro. Uma janela não para o ontem, mas para um possível amanhã. Algo que fosse capaz de superar o trauma, suturar o corte e construir dias mais felizes para a cidade. Com o tempo, os esforços de reconstrução acabaram por aproximar o imaginário da realidade novamente, praticamente fazendo desaparecer a lembrança da tragédia.
De alguma maneira, este movimento passava pela imagem. Não partia dela, mas ela o potencializava. Assim como o vídeo apresentado na manhã desta sexta-feira durante a eleição em Copenhagen.
Dirigido por Fernando Meirelles (e editado pelo camarada Lucas Gonzaga) o vídeo mostra um Rio de Janeiro que está para a realidade mais ou menos como a pintura de Vermeer estava para a Delft de seus dias: é uma visão de um futuro otimista, ancorado naquilo que o brasileiro reconhece de melhor em si.
Estas imagens são também janelas para um passado. Em algum momento modelos e atores caminharam pelo Arpoador, pelo Cristo Redentor e por Copacabana rodando as cenas. Mas vendo este filme publicitário ressoa algo mais profundo: uma esperança de que estas imagens de alegria, cordialidade e tolerância ajudem a fomentar uma realidade mais generosa e com menos medo e violência para todos os envolvidos.
Se estas imagens vão continuar a ressoar e serem significativas ou se vão desaparecer no zumbido da abundância de informação de nossos dias é impossível dizer. Mas, não sei não, me dá a impressão que ainda serão muito vistas.
1.10.09
Banda dos professores da FAMECOS! [update]
Quatro músicas captadas em HD com a Zi6: Lady Madonna e Blue Suede Shoes, seguidas por Sandina e Festa Punk.
30.9.09
Gravação da oficina de animação de logotipos
A oficina foi transmitida ao vivo e aqui está a gravação da transmissão. Bom proveito!
Nova foto da capa na Revista FAMECOS
A edição número 39 da Revista FAMECOS, editada pelo pós-graduação, traz na capa uma foto de minha autoria. A imagem foi captada em uma disciplina de produção audiovisual publicitária, quando a aluna Camila Mombach se preparava para interpretar uma cena de um comercial. A imagem original está aqui.
A foto foi feita em 2006 com meu telefone Sony Ericsson k750i, sendo aproveitada agora. O sistema de lentes Zeiss daquele telefone (que usei até pifar) é excelente o sensor gera imagens com um contraste e saturação de cor que me agrada mais do que as produzidas pelo meu Nokia N95. Mesmo assim, a abundância de recursos do N95 ganha pelo conjunto.
Esta imagem foi escolhida entre cerca de dez opções que ofereci para o comitê editorial. O rascunho da capa está abaixo. Observe-se que me enganei no ano da foto no rascunho!

Meus agradecimentos à Camila que gentilmente concordou com a publicação da imagem, ao prof. Flávio Cauduro pelo convite, à profa. Cristiane Freitas pela edição e ao doutorando Vilso Santi pelo contato com a gráfica.
A edição completa está aqui.
8.9.09
Caronacast #15: Lições práticas de perucagem no Intercom 2009
Sim! Já tratamos da perucagem em uma célebre edição anterior. Mas ficamos devendo aos espectadores: sabemos o que é, mas como fazer?
Em uma jornada investigativa por este tema relevante a todos nossos alunos e amigos, gravamos um passeio no final de uma das tardes do seminário XXXII Intercom em Curitiba. A conversa começou com Ticiano Paludo (professor da FAMECOS e da FACCAT, além de produtor musical) e Silvana Sandini (professora de RP da FAMECOS) e interceptou no caminho Edu Müller (ex-aluno da FAMECOS, artista gráfico e professor da FEEVALE), Adriana Amaral (ex-aluna FAMECOS e professora da UTP e FACINTER - PR), André Pase (jornalista e professor da FAMECOS) e mais um amplo grupo de amigos e colegas, todos comentando sobre como divulgar suas criações.
Este é o primeiro Caronacast gravado com a Kodak Zi6 em HD 720P, uma nova tecnologia que estou testando neste e em outros vídeos. A edição é feita com corte seco e facão com o Quicktime Player e um Macbook. O resultado do HD acaba sendo que vemos vários detalhes que antes passariam desapercebidos no fundo, e, para minha surpresa, o foco mínimo da câmera parece ser mais longo que meu braço! Aproveitem e sigam os links que postei no vídeo.
31.8.09
Um barato: fazer imagens de arquivo em HD com a Kodak Zi6
Uma coisa muito divertida é exercitar o olhar durante o dia-a-dia com uma câmera. Se ela oferece uma combinação de qualidade de imagem e discrição fica mais fácil de capturar imagens interessantes.
Tenho gostado muito de gravar planos com algo que me chama a atenção com a Kodak Zi6. Para o que é (uma câmera HD 720P de bolso baratinha) ela cumpre muito bem o que promete. E a alta definição funciona satisfatoriamente bem para veicular na internet ou, provavelmente, aplicações básicas de televisão. Não é páreo para as câmeras sofisticadas, mas como um excelente bloco de anotações visual é muito legal.
Pois bem, tenho gravado coisas variadas e postado as brutas com o mínimo de edição (em geral apenas sacando o som) no Internet Archive. Tomara que alguém use essas imagens com licença Creative Commons para alguma coisa legal. Meu prazer foi captá-las.
E, em breve, comprar um HD monstro para poder guardá-las.
Abaixo, umas imagens que fiz da janela do avião indo para Goiânia. Elas têm aquela qualidade meio atemporal e inconclusiva das imagens de arquivo, que são imagens onde o que aparece mesmo é a denotação da ação. Na luta por deixá-las livres de qualquer conotação (o que traria a narrativa e a necessidade de fechamento) elas têm uma divertida ação que meis se desenrola do que resolve qualquer coisa.
No archive dá para baixar em alta definição e nos demais formatos.
Tenho gostado muito de gravar planos com algo que me chama a atenção com a Kodak Zi6. Para o que é (uma câmera HD 720P de bolso baratinha) ela cumpre muito bem o que promete. E a alta definição funciona satisfatoriamente bem para veicular na internet ou, provavelmente, aplicações básicas de televisão. Não é páreo para as câmeras sofisticadas, mas como um excelente bloco de anotações visual é muito legal.
Pois bem, tenho gravado coisas variadas e postado as brutas com o mínimo de edição (em geral apenas sacando o som) no Internet Archive. Tomara que alguém use essas imagens com licença Creative Commons para alguma coisa legal. Meu prazer foi captá-las.
E, em breve, comprar um HD monstro para poder guardá-las.
Abaixo, umas imagens que fiz da janela do avião indo para Goiânia. Elas têm aquela qualidade meio atemporal e inconclusiva das imagens de arquivo, que são imagens onde o que aparece mesmo é a denotação da ação. Na luta por deixá-las livres de qualquer conotação (o que traria a narrativa e a necessidade de fechamento) elas têm uma divertida ação que meis se desenrola do que resolve qualquer coisa.
No archive dá para baixar em alta definição e nos demais formatos.
Entrevista para a TV UFG durante o Festival Perro Loco 2009
O festival foi muito legal e a equipe de alunos que organiza o evento atenciosa e dedicada. Aos participantes da oficina que ministrei, espero que realizem grandes filmes e chamem a todos para assistir!
28.8.09
27.8.09
Sobrevoando a costa de São Paulo, perto de Santos
Sobrevoando a costa de São Paulo, perto de Santos
Upload feito originalmente por rtietz
A viagem até o 3o festival Perro Loco, de Porto Alegre até Goiânia, foi ensolarada. Peguei um assento de janela justamente para capturar alguma imagem bacana que aparecesse e, de longe, a mais bela foi esta aqui. Nuvens, costa e céu azul próximo de Santos, no litoral paulista.
A variação de posição do avião brinca com o senso comum de que "avião só vai para a frente" e no giro revela um bocado de beleza.
Gravei em HD com a Zi6, mas tive que baixar a resolução porque o Flickr ainda não aceita o HD da câmera da Kodak! Que droga!
Música: Bach - “Goldberg Variations, BWV. 988 - Aria” (by Aaron Dunn) - licença creative commons de atribuição - Free Music Archive
15.8.09
Xuxa no Festival de Gramado 2009: um micro-ensaio-documentário sobre celebridade em HD
O prêmio conferido a Xuxa pelo Festival de Gramado levantou polêmica entre a platéia especializada. Entre os turistas comuns e os fãs, poucos se importaram em cumprimentar a "rainha dos baixinhos" que foi trazida sob grande atenção da imprensa e um fortíssimo (e pelo jeito excessivo) esquema de segurança.
Estava em Gramado nesse dia e fiz este pequeno vídeo que registra o acontecido, mas também reflete sobre esse frenesi da cultura de celebridades. Ou seja: quando se é uma celebridade, não há apenas o viver, mas a promessa do que será vivido, a combinação com imprensa e platéia do que viveremos juntos e a espera, a longa espera antes da distância que sempre se mantém entre ídolos e seus fãs.
Me parece especialmente engraçado a repetição dos gestos entre a platéia. Muitos pais levantam a criança, Dezenas de pessoas levantam os celulares e todos tentam chegar sempre mais perto como se a proximidade fosse trazer algo de diferente do que já foi consumido e revisto dezenas de vezes pela televisão ou internet. Não vão. É um simulacro. De encontro, de show e de prêmio.
Xuxa sai pela porta dos fundos pela desculpa da segurança, mas também porque seus fãs que continuaram a esperar pela saída dela já tinham cumprido seu papel: aparecer eufóricos nas imagens. As matérias saem com belas imagens, inclusive esse vídeo sai com belas imagens e os sessenta mil reais de cachê especulado para Xuxa conquistam mais espaço na mídia do que todos os filmes e debates até ali realizados.
Missão cumprida? Para divulgar o festival, provavelmente. Mas para enriquecer a produção nacional de cinema e audiovisual, muito pouco. Celebridades foram os chamarizes do cinema depois que as pessoas cansaram de Lumière e de Méliès. A indústria precisa delas, e elas precisam do rebuliço.
Enfim. Foi divertido testar a Kodak Zi6 nessa situação.
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Música: The Underscore Orkestra - Devil With the Devil, licença Creative Commons de atribuição para uso não comercial e com compartilhamento idêntico.
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